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Seleção Brasileira

Após a 1ª rodada, o Brasil empatou em 1x1 com o Marrocos (gol de Vini Jr., após Saibari abrir o placar) e soma 1 ponto. A Escócia bateu o Haiti por 1x0 e lidera o Grupo C com 3 pontos; Marrocos também tem 1 ponto e o Haiti está sem pontos. O Brasil ainda enfrenta o Haiti em 19/06 (Filadélfia) e a Escócia em 24/06 (Miami), e precisa de boa campanha para garantir a liderança e evitar um cruzamento difícil no mata-mata.

Por Gustavo Pires · Esporte17 jun 2026Edição: Beatriz Lemos · Revisão/Checagem: André Coelho · Publicação: Helena Marques

Escalação provável — 4-3-3 · Téc. Carlo Ancelotti

AlissonIbañezMarquinhosGabriel MagalhãesDouglas SantosCasemiroBruno GuimarãesLucas PaquetáRaphinhaIgor ThiagoVini Jr.

Craques

Adversários do Grupo C

Marrocos

Forças. Semifinalista de 2022 (4º lugar), geração consolidada na Europa, contra-ataques letais e 100% de aproveitamento nas eliminatórias; arma ofensiva 3-2-5 com progressões de Hakimi associado a Brahim Díaz pela direita. Ancelotti o citou como 'principal adversário' do grupo.

Fraquezas. Dificuldade com rebotes em bolas paradas, questionável domínio de posse, recente crise administrativa (saída de Regragui) e desempenho decepcionante na CAN 2024.

Jogador-chave. Achraf Hakimi (PSG), lateral-direito, capitão e melhor jogador africano do ano; Brahim Díaz (Real Madrid) também é destaque criativo, artilheiro da CAN com 5 gols.

Polêmicas. Hakimi e Brahim Díaz nasceram na Espanha e optaram por defender Marrocos; disputa judicial em torno do título da Copa Africana 2026 (Marrocos anfitrião x Senegal, jogo abandonado).

Haiti

Forças. Pressão alta e transições rápidas, elenco multicultural formado majoritariamente por jogadores da diáspora com experiência europeia; mostrou resiliência e organização para se classificar; forte carga emocional por voltar à Copa após 52 anos.

Fraquezas. Grande azarão do grupo; sem mando de campo desde 2021 (disputou todos os jogos das eliminatórias em campos neutros, principalmente Curaçao); fragilidade em bolas paradas e pouca tradição (única Copa anterior em 1974). Perdeu por 1x0 para a Escócia na estreia.

Jogador-chave. Jean-Ricner Bellegarde (camisa 10, nascido na França); Wilson Isidor (atacante do Sunderland) e Duckens Nazon, maior artilheiro da história haitiana.

Polêmicas. País mergulhado em violência de gangues: o estádio nacional Sylvio Cator foi tomado por gangues em março de 2024 e o Centro Goal da Fifa em Porto Príncipe foi incendiado; jogadores fizeram apelos pela paz. A classificação levou milhares às ruas em meio à crise humanitária.

Escócia

Forças. Volta à Copa após 28 anos; combina força física e qualidade técnica, sendo letal em bolas paradas, escanteios e cruzamentos; média de 2,2 gols por jogo nas eliminatórias; venceu a estreia sobre o Haiti por 1x0 (gol de McGinn) e lidera o Grupo C.

Fraquezas. Nunca passou da fase de grupos em participações anteriores; dependência da amplitude dos alas e falta de profundidade ofensiva confiável.

Jogador-chave. Scott McTominay (Napoli), meia em alto nível; Andy Robertson (Liverpool), capitão e lateral-esquerdo de cruzamentos precisos; John McGinn, um dos maiores artilheiros históricos da seleção e autor do gol sobre o Haiti.

Polêmicas. Nenhuma polêmica relevante registrada.

Polêmicas

A convocação de Neymar, de 34 anos, dividiu opiniões; Rodrygo, Estêvão e Éder Militão ficaram fora por lesões graves e João Pedro e Andrey Santos (Chelsea) foram preteridos. Na estreia, Ancelotti surpreendeu nas laterais (Ibañez e Douglas Santos) e ao escalar Igor Thiago no ataque; o time começou mal, sofreu em bloco baixo e o técnico admitiu publicamente que a seleção 'tem que melhorar'. Endrick demonstrou frustração no banco por não ter sido acionado.

Fontes verificáveis

Apuração com fontes confiáveis; links abaixo (encurtados) para verificação.